Caruaru sedia 18º Encontro de Campeões da Viola - Blog do Edvaldo Magalhães

24 de abril de 2017

Caruaru sedia 18º Encontro de Campeões da Viola


No domingo (30), Caruaru abre espaço para a realização do 18º Encontro de Campeões da Viola. O festival de repentistas contará com a participação de grandes ícones da cantoria nordestina, oriundos de várias partes do Nordeste e das mais diversas gerações. A organização é por conta do cantador Raimundo Caetano, paraibano radicado em Caruaru que tem mais de quatro décadas de viola e é uma das maiores expressões do repentismo, já tendo percorrido vários estados do Brasil e até países europeus. O evento começará às 15h, no Gonzagão Hall, no Alto do Moura.

O ‘cast’ do congresso será formado pelas seguintes duplas: Ivanildo Vila Nova e Severino Dionísio; Valdir Teles e Hipólito Moura; Helânio Moreira e Felipe Pereira; Raullino Silva e Rogério Meneses; Daniel Olímpio e Luciano Leonel; Edvaldo Zuzu e Zecarlos do Pajeú; Maximino Bezerra e Gabriel Silva. O evento ainda será abrilhantado pelos poetas declamadores Iponax Vila Nova e Espingarda do Cordel.

Durante o festival, cada dupla desenvolverá quatro modalidades da cantoria, a saber: sextilhas; mote em sete; mote em dez e mais um gênero de livre escolha dos poetas. São disponibilizados cinco minutos para cada etapa. Neste período, os cantadores terão de desenvolver estrofes improvisadas acerca do assunto, atendendo a exigências como rima, métrica, oração e estrutura dos conjuntos de versos.

A temática apresentada pelos cantadores repentistas é variada. Portanto, assuntos como Saudade, Sentimentos, Amor, Sertão, Conhecimentos Diversos e Atualidades deverão fazer parte das solicitações, sorteadas no palco, momentos antes de cada dupla se apresentar.

Com tantos anos de história, o evento já é considerado uma tradição entre os amantes da cultura popular. Mesmo assim, o organizador aponta as dificuldades para manter acesa a valorização da poesia nordestina na ‘Capital do Forró’. “Por vezes, chego a pensar que o festival vai se acabar, pois é muito difícil conseguir apoio”, lamenta Raimundo Caetano.