Exposição sobre obra de J.Borges chega ao Polo Estação - Blog do Edvaldo Magalhães

10 de junho de 2018

Exposição sobre obra de J.Borges chega ao Polo Estação


Exposição que vem correndo o país e fazendo sucesso por onde passa, abre neste sábado (09), em Caruaru, a mostra J. BORGES 80 Anos, que celebra  as oito décadas de trajetória do artista pernambucano nascido em Bezerros. A abertura está marcada para as 19h30, no Galpão das Artes, que fica na antiga Estação Ferroviária.  O artista, reconhecido internacionalmente, confirmou presença na abertura.

A exposição traz uma coletânea de 10 xilogravuras inéditas, cujos temas retratam diversas fases da sua vida. A mostra, que já passou por Salvador, Recife, São Paulo e Brasília, também exibe 30 xilogravuras que notabilizam a sua rica e imensa jornada artística. Um espaço dedicado à literatura de cordel permite um mergulho na poesia popular de Borges, na qual ele versa com genialidade os acontecimentos, fatos políticos, lendários, folclóricos ou pitorescos da vida como ela é. 

Patrimônio Vivo de Pernambuco e ícone da cultura popular brasileira, J. Borges nasceu em 20 de dezembro de 1935, no município de Bezerros, no Agreste pernambucano, onde vive e trabalha até hoje. Sua obra magistral atravessou fronteiras e ganhou o mundo. França, Espanha, Estados Unidos, Venezuela, Alemanha e Suíça receberam seus trabalhos em exibições. 


Filho de agricultores, J. Borges começou bem cedo, aos dez anos, na lida do campo. Trabalhou no cultivo do algodão, no corte da cana de açúcar, fazia cestos e balaios para vender nas feiras da região. Foi marceneiro, mascate, pintor de parede e oleiro. O gosto pela poesia o fez encontrar na literatura de cordel um substituto para os livros escolares. Em 1964 começou a escrever folhetos. Sem dinheiro para pagar um ilustrador, resolveu entalhar as matrizes revelando-se um prodigioso artista. 

Considerado pelo dramaturgo Ariano Suassuna, o melhor gravador popular do País, J. Borges desenha direto na madeira e muitas vezes as imagens são feitas de memória. Com um extraordinário sentido da composição, equilibrando cheios e vazios com maestria, em seu processo de produção não existem esboços, estudos e rascunhos. 

A originalidade e irreverência dos personagens imaginários são notáveis nos seus trabalhos. Os temas mais populares presentes em seu repertório são: o cotidiano da vida simples do campo, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrupção, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia e todo o rico universo cultural do povo nordestino. 


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